Revisões para se antecipar à Reforma Tributária e que qualquer empresa precisa considerar.

No ano de 2026, continuamos acelerando gradativamente em direção aos maiores firmamentos da Reforma Tributária.

 

O CBS e IBS, dentro do modelo de IVA dual, implica em mudanças muito além da forma de recolher tributos, mas a própria lógica de precificação, contratos, fluxo de caixa, ERP e competitividade.

 

Na prática, o empresário deixa de lidar apenas com o cálculo fiscal e passa a revisar pilares estratégicos do negócio — retome conosco os pontos essenciais para começar a sua.

 

Revisão de contratos

 

Entre todos os impactos da CBS e do IBS, a revisão contratual é uma das

frentes mais urgentes para evitar sanções pelo fisco ou a perda de créditos tributários essenciais.

 

É necessário atentar-se a:

 

  • responsabilidade por emissão documental 
  • obrigações de cooperação fiscal entre as partes
  • cláusulas de preço com imposto incluso
  • regras de reajuste por alteração legislativa 
  • cláusulas de reequilíbrio
  • econômico-financeiro 
  • gross-up tributário 

 

Precificação empresarial

 

A formação de preços, na reforma tributária, muda de forma significativa.

 

Por isso, a revisão precisa envolver: 

 

  • preço por canal 
  • margem por produto ou serviço 
  • política B2B vs B2C 
  • potencial de créditos 
  • impacto por destino da operação 
  • elasticidade comercial

 

ERP, faturamento e dados fiscais

 

Todas as empresas precisarão validar se o ERP utilizado internamente já está preparado para: 

 

  • novos campos de CBS e IBS 
  • classificação fiscal correta 
  • parametrização por operação 
  • XML e documentos eletrônicos 
  • integração contábil e financeira 
  • auditoria de créditos

 

Fluxo de caixa e capital de giro

 

A reforma tributária também exige revisão financeira profunda a fim de evitar as inconstâncias e erros, uma vez que a Receita Federal já dispõe de ferramentas para o cruzamento de dados.

 

E, nos regimes de Lucro Presumido e Lucro Real, é especialmente rigoroso para as empresas enquadradas nestes modelos.

 

Portanto, empresas dentro destas categorias devem revisar:

 

  • ciclo financeiro 
  • necessidade de capital de giro 
  • prazos de recebimento 
  • créditos acumulados 
  • exposição a retenções automáticas

 

Cadeia de fornecedores

 

No modelo de IVA dual, a qualidade fiscal do fornecedor ganha peso estratégico, devido à corrosão de fatores como o EBITDA, caso estes não tenham boa reputação fiscal.

 

Ou seja, este ponto envolve não só sua boa relação com os fornecedores, mas, ainda mais importantemente, a relação que seus fornecedores têm com a própria regulação interna e fiscal. 

 

Será essencial à empresa revisar (para si e para fornecedores): 

 

  • regularidade documental 
  • aderência cadastral 
  • capacidade de emissão correta 
  • classificação fiscal de itens 
  • maturidade sistêmica do parceiro

 

A reforma tributária 2026 não é apenas sobre pagar imposto diferente,

mas sobre revisar estruturas essenciais do negócio.

 

Conte com especialistas do Dimensão Jurídica para manter você em constante atualização com a Reforma Tributária, além de decisões que trarão segurança às suas operações.